Venom Review

Venham venham! Venham ver o simbionte assassino, venham ver Venom! Aproximem-se senhoras e senhores, crianças de todas as ida- … Calma… As crianças podem ver isto? ‘Atão’ mas isto não é rated R? Maiores de 14? Oh fuck…

Venom! O mais recente filme da Marv-, ah quer dizer, da Sony, inspirado no homónimo anti-heroi, traz-nos (quase) a história de Eddie Brock, um jornalista talentoso que vive de trazer à luz políticos corruptos, corporações duvidosas, etc.
Numa das suas investigações, Brock vai longe demais e comete… Sabem que mais? Whatever, o gajo é ‘possuído’ por um alien assassino, começa a ouvir vozes e a querer arrancar cabeças à dentada, é engraçado.

No entanto é só mesmo isso que o filme é, é engraçado, tem o charme e comédia a que os filmes de super heróis já nos habituaram, mas peca por não tentar ir mais longe e ser mais ousado, como outros filmes do género fizeram… Sim Deadpool, estou a olhar para ti.

A relação entre Eddie e Venom é interessante, e é cativante ver como esta evolui ao longo do filme, Tom Hardy faz um bom trabalho ao comando do papel principal, desde os episódios de psicose ao charme de um jornalista famoso, Hardy abraça o personagem e fá-lo seu, da melhor maneira possível.
No entanto o mesmo não se pode dizer da relação amorosa de Eddie, que é enquadrada como a motivação principal do protagonista, no entanto não há qualquer tipo de química entre ambos, estou a tentar lembrar-me do nome dela e não consigo, acho que isso é revelador. Da minha má memória, talvez.

O vilão da história, o cientista responsável pela transformação de Eddie, é o típico vilão estóico, megalómano, com motivações boas, ou pelo menos ele assim acredita, mas com meios duvidosos. Não é propriamente original, e a escolha do ator não foi a melhor, mas quando se transforma num simbionte gigante tudo isto deixa de ser muito importante!

As cenas de ação são sem dúvida o fator que redime o filme, apesar de estarem muito limitadas pela faixa etária alvo que os produtores escolheram.
As lutas em que o simbionte se envolve acabam sempre por ser demonstrações de bons efeitos especiais, são cómicas e entretêm, e no fim das contas, é para isso que vemos filmes. Bem, é por isso que vemos a maior parte dos filmes. Num do Venom seria de esperar ver sangue a espirrar de cabeças decapitadas. Não foi o caso, temos de manter o filme PG13 (obrigado Sony).

Venom é um filme que vale a pena ver, pela comédia e pela ação. Não é o que esperava, mas é o que estava a espera. Os produtores preferiram fazer dinheiro nas bilheteiras e optar por uma faixa etária mais abrangente, a fazer um filme possivelmente mais sombrio e sangrento, como os fãs do simbionte esperavam ver. É compreensível, mas fiz figas durante meses para que assim não fosse…

Fica no entanto uma réstia de esperança de carnificina e sangue para a sequela que, depois do sucesso nas bilheteiras, está mais que garantida. É esperar que aprendam com os erros e continuem a reforçar o que fizeram bem.

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